O Movimento Social Sufragista e a história da Mulher Maravilha

A imagem da mulher atualmente deixou de ser somente uma simples e estereotipada visão de fragilidade, dona do lar e mãe de família, graças a inúmeras conquistas que nossas antepassadas mostraram-se capazes de lutar e fazer acontecer seus devidos direitos e deveres. Muitos leitores dos quadrinhos não sabem o quanto as HQ’s podem ser um reflexo da realidade como também podem servir de influência à mesma e a história da Mulher Maravilha se reflete em ambos os lados.

A primeira aparição da Mulher Maravilha nos quadrinhos aconteceu em 1941, durante o auge da Segunda Guerra Mundial, fosse dentro ou fora das páginas os homens dominavam o meio de forma esmagadora, assim como a representação da guerra que também eram retratadas com frequência nas histórias. Nesta mesma época super hérois como Batman e Superman usavam das mesmas armas para combater seus vilões, levando críticos e jornais à abominar tais histórias.

Primeiro desenho da Mulher-Maravilha, feito em 1941 pelo desenhista H.G. Peter

Com sua proposta de inovar os quadrinhos sobrepondo uma heroína, o escritor e psicólogo William Marston presenciou a luta feminima pelo direito ao voto durante o Movimento Sufragista no século XX, que aconteceu em vários países ao redor do mundo, além de perceber que grandes universidades das quais ele frequentava as repeliam. Através de seus estudos como psicólogo, Marston, defendia a tese de que as mulheres tinham sua superioridade por serem capazes de grandes atos de amor e compaixão para ajudar os outros. Partindo deste conceito e da forte influência feminina em sua vida pessoal, ele decidiu criar uma super heroína nos quadrinhos, que se aponderasse deste discurso para combater a guerra.

Mulher Maravilha encorajando o poder feminino

Inicialmente sua intenção não era voltada somente para encorajar as leitoras dos quadrinhos que consequentemente a Mulher Maravilha iria ganhar, mas principalmente, acostumar aos homens à imagem de uma mulher como símbolo de luta e força, mostrando que a mesma se faz uma figura presente e é plenamente capaz de fazer seus ideais acontecerem.

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