Black Mirror e o enredo de ficção científica que pode virar realidade

Já avisamos: essa publicação contém spoilers e não nos reponsabilizamos por futuros chateamentos.

“Isso é tão Black Mirror” é uma expressão utilizada na internet, conversas em barzinhos ou em encontros entre amigos para associar a casos bizarros, os quais nunca imaginaríamos que fossem acontecer.

O bordão ganha vida através da série britânica, produzida pela Netflix, que virou febre e fonte de críticas à sociedade contemporânea, despertando a reflexão dos telespectadores a respeito de uma realidade não tão utópica. Categoricamente de ficção científica, o enredo é voltado para a tecnologia, dependência e as interações que criamos acerca destes dispositivos. Black Mirror, diferente dos outros seriados possui episódios independentes, ou seja, não são interligados e cada um conta sua própria historia.

Mais do que tecnologia, a série também aborda sobre as relações humanas e como tais sentimentos podem desequilibrar com o excesso de inovação. Entre tantos episódios que colocam o dedo na ferida devemos dar uma atenção maior para “Be right back” (volta logo) que abre a 2º temporada da série.

Marta (Hayley Atwell) e Ash (Domhnall Gleeson) são personagens inseridos em um cenário rural e que se distanciam  da cosmópole.  Entretanto, ele é apegado ao celular e às redes sociais; um motivo de briga do casal.

Em um dia rotineiro, ele sofre um acidente de carro e morre, o que a deixa inconformada. Para diminuir a “saudade” do amado e a dor do luto, ela compra um software que coleta todas as informações compartilhadas por Ash, que é projetado em um primeiro momento por e-mail e mensagem de voz.

Depois, ele ganha uma forma “real” de um robô de extrema inteligência que o personifica através dos modos aos quais se comportava nas redes sociais.

Uma questão que nos faz refletir até que ponto o homem iria com o desenvolvimento da inteligência artificial. Os robôs, a cada dia, ocupam espaços destinados aos indivíduos para facilitar os trabalhos braçais e sistemáticos. Um ponto positivo, e que deve ser levado em conta, justificado para a melhoria da qualidade de vida.

Mas o que torna intrigante e tão Black Mirror é a possibilidade desse episódio tão perturbador, tornar-se cotidiano em um futuro próximo.

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