A Barraca do Beijo: estereótipo dos romances de high school americano

A produção lançada durante o mês de maio pela Netflix é mais um típico clichê e estereotipado romance de colegial americano.

O longa acompanha a história de um casal de amigos chamados Elle Evans (Joey King) e Lee Flynn (Joel Courtney). A amizade que os acompanha desde a infância faz com que compartilhem todos os momentos da vida um do outro, criando inclusive regras de relacionamento, sendo uma delas absoluta sobre todas: não ter qualquer tipo de relação amorosa com alguém da família de ambos.

Mas não teríamos um filme se um deles não quebrasse essa regra, certo? E é exatamente o que acontece com a personagem interpretada pela Joey King. A Elle se apaixona pelo irmão do seu melhor amigo. Dado este momento, o longa passa a desenrolar a sua história.

Nem todas as produções da Netflix se tornam boas referências, e A Barraca do Beijo se encaixa perfeitamente nesta categoria. O próprio enredo do filme já apresenta uma história desinteressante e com aquele estereótipo cenário de colegial americano entre patricinhas, a imagem do garoto que faz sucesso entre as meninas e o clássico fator da amizade que é posta à prova. A direção de Vince Marcello também não sustenta o filme, uma vez que o próprio enredo não apresenta nenhuma grande história.

O roteiro entra como a principal falha aqui. Algumas situações envolvendo frases e atitudes de conteúdo machista devido a lástima da masculinidade proposta, além de abordar uma amizade abusiva, como a ausência de privacidade e o controle de relacionamentos.

Pode aparentar ser desleal fazer comparações com um longa-metragem indicado ao Oscar, mas Lady Bird: A Hora de Voar (2018) também apresenta um enredo típico clichê que também explora o fator da amizade no ambiente de colégio. Porém, ainda assim, consegue desenvolver uma história bem mais interessante e que traz uma certa empatia e identificação aos anseios e questionamentos da protagonista.

Tudo isso mostra que é possível, sim, vermos novas produções com uma mesma temática desde que bem desenvolvida, e de tal forma que saiba conduzir e acrescentar positivamente as emoções do espectador.

Entretanto, no final, com uma trama desenvolvida em 1h40min de duração, o espectador será mais feliz em buscar propostas infinitamente melhores para se entreter e evitar tal desperdício de tempo.

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