‘Capitã Marvel’ e o emponderamento feminino

Carol Danvers é uma guerreira intergalática da raça Klee que se encontra diante de um embate entre dois povos; os Kree e os Skrulls.

O primeiro filme da Marvel encarnado por uma protagonista mulher não poderia passar batido no nosso site, pavimentando um caminho promissor em relação ao emponderamento feminino no cenário de filmes de super-heróis, fazendo com que essa visibilidade se mitigue no pensamento das fãs e as pessoas em geral. 

Aqui, podemos visualizar pelo ponto de vista de Carol Danvers e puxar algumas ideias dos diálogos iniciais que ela é uma guerreira que chegou recentemente e serve ao seu povo. Por se encontrar encurralada pelos Skrulls, acaba sendo forçada a abandonar a sua missão e fugir para o planeta que conhecemos como Terra.

Seguindo a fórmula Marvel, a narrativa tem todo aquele clichê básico de filmes do gênero, onde podemos vislumbrar a gênese de um herói e a antítese entre a sua vida passada e como tudo mudou depois de adquirir os poderes. O curioso é que o roteiro e a montagem exposta no filme é bem diferente do habitual, que fica evidente numa passagem contendo elementos do presente que acabam se interligando com o passado, moldando a vida, as memórias e a personalidade de Danvers.

O ritmo é um pouco lento no início, e começa a engrenar justamente numa passagem em que ela está ao lado de Nick Fury (Samuel L. Jackson) numa das áreas reservadas da NASA, com cenas de ação bem coreografadas e a utilização de dublês muito bem executada. Vale lembrar que a maquiagem atrelada ao CGI para rejuvenescer o ator Samuel L. Jackson e Clark Gregg ficou incrível, praticamente natural. 

Exploram também a parte que a Carol lida com o embate entre a sua vida passada e a sua atual. Se percebe encurralada num jogo mental que acaba “travando” os seus poderes, limitando-a nesse sentido. As entravas são quebradas e a estética visual completa da personagem é de tirar o fôlego. Antes, Carol Danvers. Agora, Capitã Marvel — o que deixa o espectador em êxtase e ansioso para vê-la socando os inimigos que sempre a colocaram para baixo. Ela não está para brincadeira e tampouco tem paciência para lidar com os dramas dos homens. 

Capitã Marvel (2019) é uma celebração de como personagens mulheres podem sim terem o direito de ganharem uma adaptação cinematográfica — vide o sucesso estrondoso de Mulher-Maravilha (2017), com cenas esteticamente incríveis. De praxe, assistam as cenas pós-créditos, a experiência se tornará muito melhor. 

Confira o trailer abaixo.

  

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