Rise mostra emoção, inclusão e dedicação em episódio piloto

Com sua estreia nesta quarta-feira (14) a NBC produziu a série “Rise”, que vai dar lugar a “This Is Us” durante seu hiatus.

A proposta da série é ser um drama musical, bem o meu tipo de série, diga-se de passagem. O seu primeiro episódio já conseguiu ser emocionante e mostrar o que está por vir. A trama não foca em apenas uma pessoa, então dividirei os acontecimentos por personagens.

Primeiramente, temos Lou, um professor de inglês interpretado por Josh Radnor (How I Met Your Mother), que não está satisfeito com sua profissão e quer entrar para o clube de teatro, como diretor. O problema é que ele acaba tirando Tracey Wolfe (Rosie Perez) dessa posição, o que causa atrito entre os dois.

A proposta do professor é mudar a ideia de Wolfe, que fazia a peça de Grease por três anos seguidos; Lou quer que os alunos apresentem uma peça que trata de assuntos muito sérios, como suícidio, gravidez na adolescência, aborto, entre outros. Como esperado, o roteiro não é visto com bons olhos pelo diretor da escola, que acaba afastando Lou do teatro novamente. Além disso, o professor de inglês tem uma família com alguns problemas, pois seu filho mais velho é alcoólatra.

Temos também Lilette (Auli’i Carvalho), uma adolescente filha de mãe solteira, que acaba descobrindo que ela sai com vários homens, mentindo. Lilette é muito talentosa e acaba pegando o papel principal da peça de Lou. Robbie Thorne (Damon J. Giillespie), um jovem negro e jogador de futebol, que por insistência do professor, faz a audição e também consegue ser protagonista.

Robbie tem uma mãe muito doente e um pai que cobra muito dele, porém, ele consegue se encontrar no teatro, mesmo gostando muito do futebol. Além desses protagonistas, também temos grande foco em Maashous, que não tem um lugar para morar e acaba ficando escondido na escola; Ted Sutherland que enfrenta a família muito religiosa para dar vida a um personagem gay; Michael, um adolescente transsexual.

Há diversas histórias interessantes que podem, com o passar do tempo, serem intercaladas, o que dá oportunidade à série de ter uma boa desenvoltura em seus próximos episódios. Além disso, vemos que a trama é cheia de representatividade, o que é essencial para a TV e cinema atualmente.

Apesar de algumas semelhanças com Glee, desde o começo do piloto, percebe-se um tom mais sombrio que a série da Fox, e que com certeza tomará rumos diferentes. O final do episódio é emocionante e deixa um gostinho de quero mais.

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