Relembre álbuns musicais de Rihanna em seus 13 anos de carreira

A cantora barbadiana trilhou por diversos gêneros durante o período e já revelou personalidades outrora desconhecidas.

Nascida Robyn Rihanna Fenty, a população de Saint Michael não imaginava ser agraciada por uma pisciana que conquistaria as paradas musicais. Com apenas 16 anos de idade, Rihanna invade os ouvidos de Jay-Z após performar a canção “Hero”, de Mariah Carey, no Colours of Combermere School Show. A partir dali, sua carreira como cantora ascendeu anualmente.

Desde os seus primeiros trabalhos, ela caminhou por diversos perfis até chegar ao atual. Sua evolução como entusiasta musical é muito notória, principalmente se levarmos em consideração o fato de que seu último disco, Anti, foi construído em cima de um conceito político. Em comparação com o primeiro recheado de canções dançantes, o oitavo álbum da musa foi um verdadeiro divisor de águas.

Revelou-se uma artista bastante liberal. Não no sentido econômico da palavra, mas ideologicamente falando. Mostra-se uma mulher madura, livre para exercer sua sexualidade e dona de seu próprio corpo. Estes são resquícios das manifestações feministas importantes para a emancipação da mulher. São oito álbuns lançados e você está aqui para relembrar seus grandes sucessos. Como diria Chapolin Colorado: Sigam-me os bons!

Music of the Sun

O ano de 2005 foi o lançamento de seu primeiro álbum. “Music of the Sun” rendeu 500.000 cópias vendidas nos EUA, o que culminou na conquista do Top 10 no Canadá. Um pouco mais de 1.505.000 mundiais foram comercializadas, a presenteando um disco de ouro com certificado Recording Industry Association of America (RIAA). O disco recebeu intensas inspirações de ritmos como dancehall e reggae, gêneros caribenhos que vêm conquistando o mundo fonográfico mundial. Isso gerou no pódio de décimo lugar na Billboard 200.

“Felizmente encontrei dois produtores que me descobriram em primeiro lugar e juntaram-me à sua companhia de produção, a Syndicated Rhythm Productions. Eles trabalham com um monte de artistas pop como Britney Spears, Christina Aguilera, Kelly Clarkson, Ruben Studdard”.

Além disso, o primeiro álbum de Rihanna a fez ganhar um disco de platina da Music Canada e também um disco de ouro da British Phonographic Industry (BPI).  Contou com a produção de Carl Sturken, Evan Rogers, Stargate e pela dupla Poke & Tone, conhecida pelos hits criados nos anos 1990 e 2000. Sua música de sucesso é “Pon De Replay“.

A Girl like Me

Segundo o Google, 93% das pessoas que escutaram o disco aprovam-o. Este segundo álbum foi lançado no ano seguinte, em 2006. Desta vez, o álbum recebeu novos nomes em sua produção. Don Corleon, J. R. Rotem, Mike City, The Conglomerate e Vada Nobles construíram o corpo da produção fonográfica.

Com participações de rappers como Sean Paul, seu novo trabalho recebeu mais influências do Pop. Apesar de serem parecidos, “A Girl Like Me” alcançou o quinto lugar da Billboard 200, conquistando o primeiro lugar nas rádios do Canadá. Austrália, Europa, Irlanda, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido e Suíça foram as nações que mais lhe renderam sucesso. Não tinha outra: Rihanna recebeu a dupla platina da famosa Irish Recorded Music Association (IRMA).

O álbum vendeu cerca de três milhões de cópias, o que fez com que a francesa Syndicat National de l’Édition Phonographique (SNEP) lhe concedesse um disco de outo. O hit “SOS” foi líder na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos, e integrou a trilha sonora da 13ª temporada de Malhação, da Rede Globo.

Good Girl Gone Bad

Em seguida foi a vez de 2007 dar novos trilhos para o percurso musical da barbadiana. “Good Girl Gone Bad” foi o dono de grandes sucessos, como “Umbrella“, ficando em primeiro lugar na Billboard Hot 100 em parceria com o rapper Jay-Z; “Shut Up And Drive“, que libertou o lado rockeiro da cantora; “Please Don’t Stop The Music“, chegando ao quinto lugar da Billboard Hot 100; “Hate That I Love You“, quarto single lançado em parceria com Ne-Yo, que já estava deslanchando sua carreira musical; “Take a Bow“, lançado em 2008 com a renovação do nome do álbum para “Good Girl Gone Bad: Reloaded”.

Disturbia” aproveitou seu momento para também se fazer um hit. Apesar do grande sucesso internacional, não superou “Rehab“, parceria com Justin Timberlake, o que a fez alcançar o sétimo lugar da Billboard Hot 100. De todos, “Umbrella”, sem dúvidas, foi o single que marcou este momento da sua carreira. A prova disso, é o fato de fazerem diversas paródias do hit até hoje no YouTube.

“Esse álbum, gosto de ouvir todos os dias, todas as noites. Quando eu estava no estúdio, foi o álbum que ouvi a toda a hora e realmente estou admirada, porque que cada canção era uma grande canção”.

Rated R

Descendente direto do single “Shut Up And Drive”, porém em versão mais complexa, o álbum construiu a imagem de uma mulher intensa e potente. Seu lançamento sucedeu a agressão que sofreu de seu ex-namorado, Chris Brown, fortalecendo ainda mais o vínculo da cantora com a música. A não-desistência de sua carreira obrigou a queda dos boatos sobre sua profissão que rondaram a época.

Lançado em novembro de 2009, “Rockstar 101” se fez um grande projeto musical de seu trabalho. Não era apenas uma música que conquistaria as rádios de todo o mundo, mas contava com um ingrediente principal. Derivado do dubstep e do rock, sua parceria com o guitarrista norte-americano Slash consolidou ainda mais sua carreira no mercado fonográfico.  Depois de tantos sucesso, “Rude Boy“, “Te Amo” e “Russian Roulette” foram os últimos sucessos do disco.

Loud

Este foi o álbum que alcançou o topo das paradas da  UK Albums Chart e da Canadian Albums Chart. O disco revelou um lado imediato e liricamente excêntrico de Rihanna. Canções como “Only Girl (In the World)” e “Man Down” trouxeram lados opostos de uma mesma mulher. Além destes, o single “What’s My Name?” revelou um nome ainda desconhecido no Brasil: Drake. A música é um mix do eletrônico com o R&B, gêneros já trabalhados pela cantora durante toda a sua carreira.

O quinto álbum foi produzido pelas mãos de Stargate, Sandy Vee, The Runners, Polow da Don, Sham, Mel & Mus, Tricky Stewart, Soundz e Alex da Kid. A Nielsen SoundScan informou que o álbum rendeu 207 milhões de cópias e ficou em terceiro lugar na tabela Billboard 200. Se “California King Bed” é a pode ser considerada a música mais romântica do ano, “Skin” certamente é a mais sexual. Liricamente quente e sexy, a canção desperta hormônios por seu ritmo envolvente.

Talk That Talk

O sexto álbum possui um ponto curioso. Foi lançado, primeiramente, na Alemanha, ao invés dos Estados Unidos pela Def Jam Recordings. Não podemos esquecer que “We Found Love“, single que teve a participação do ator e modelo Dudley O’Shaughnessy. Sua letra diz que o amor foi encontrado em um lugar sem esperança, o que explicaria a simbologia por trás do uso de drogas e festas no videoclipe.

Todo esse trabalho recebe fortemente influências não apenas do dance-pop, como também do electro house e R&B. Comparado com os outros, é o disco que mais possui canções com conotações sexuais. Isso caracteriza o lado mais adulto de uma mulher que outrora era considerada apenas “uma menina no mundo”. Hits como “You Da One“, “Where Have You Been“, “Talk That Talk“, “Cockiness (Love It)” e “Birthday Cake” além de serem sucesso, evidenciam seu lado mais sensual.

Apesar disso, “Drunk On Love” recebeu elementos de uma outra canção do grupo The XX, “Intro”. Podemos dizer que, de longe, é a mais calma do álbum.

Unapologetic

Álbum lançado em 2012 e trouxe para a indústria fonográfica o lado mainstream de Rihanna. A canção “Diamonds” é mais linda do disco, liricamente falando. Ela já tinha afirmado anteriormente sobre questões referentes à sonoridade de seus discos. Gosta de experimentar e de se descobrir, quer ser uma artista que caminha por diversos gêneros.

“É descontraído mas esperançoso. É um registo que… me dá um sentimento tão grande quando o oiço. A letra é muito esperançosa e positiva mas sobre o amor e os motivos são um pouco diferentes daqueles que as pessoas esperam”.

Suas canções mais conhecidas são “Pour It Up“, quado o mundo estava de olhos atentos à novidade do twerk. Todavia, “Stay” é uma obra que marca uma relação romântica de alguém. O verbo “ficar” tem uma presença bastante poética, e seu refrão toca. Afinal de contas, sempre encontramos alguém que queremos que fique.

Anti

Quatro anos depois de deixar seus fãs órfãos, Rihanna decide lançar seu novo trabalho. Este é um álbum no qual revela a identidade atual da cantora. Gravado nos estúdios da Roc Nation, Anti é o disco de mais corporeidade da barbadiana. A canção “Bitch Better Have My Money” é um exemplo muito claro disso quando assistimos seu clipe no YouTube ele já nos mostra um aviso de nudez e violência. Sem incertezas: este é o trabalho mais rebelde, por assim dizer, de toda a sua carreira.

“Consideration”, que teve parceria com a cantora SZA, foi uma das mais tocadas nas rádios brasileiras. “Work“, outro trabalho construído com Drake; “Needed Me“, “Yeah, I Said”, “Love On The Brain“, e “Kiss It Better” registraram um grande marco após ter passado anos inerte. Chegou à primeira posição na  Billboard 200 dos Estados Unidos, em segundo na Gaon Album Chart pela Coreia do Sul, bem como em terceiro pela Offizielle Top 100, na Alemanha.

A Anti World Tour espalhou-se pela América do Norte e pela Europa, embora tenha feito shows no Brasil. Recentemente, ela tem trabalhado em seu novo disco que possui fortes influências do reggae.

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