La Casa de Papel tem terceira temporada marcada por conflitos

Após a inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituño) ter descoberto de fato quem é o Professor (Álvaro Morte), os últimos feitos realizados pelos assaltantes mais amados do mundo resultaram em uma nova temporada de La Casa de Papel. Disponível na plataforma de streaming desde sexta-feira (19), a trama espanhola de Álex Pina é dividida em oito episódios que deixam doses de “quero mais”.

Desta vez, o tédio em estar rica e viver em paz numa ilha caribenha parece ter deixado os pulmões de Tokio (Úrsula Corberó) sem oxigênio, a levando a respirar em outros ares, conhecer gente nova, se movimentar, e, quem sabe, viver sem passar por maus bocados. Ledo engano… Mal sabia ela que este seria o ponta-pé inicial para a terceira sessão da série.

A garota de cognome japonês é uma bomba-relógio prestes a explodir, a razão de quase tudo começar a desandar. Ainda assim, toda bomba possui um fio que a desativa, e o de Tokio tem um nome: Rio (Miguel Herrán). Porém, quando o caçula da turma comete um erro motivado por amor, comprometendo os antigos planos, o rapaz apaixonado passa a ser um artifício que inicia a narrativa.

Parece mesmo é que imprimir dinheiro na Casa da Moeda não foi o suficiente. A trupe liderada pelo Professor, além de resgatar Rio da polícia, tenta assaltar o Banco da Espanha, plano idealizado por Berlín. Estratégias arquitetadas, é hora da busca pelas pesadas barras de ouro da instituição, trancafiadas a 48 metros abaixo do solo em um cofre com artimanhas prontas para esmagar quem ouse tocá-lo.

Personagens principais da terceira temporada de “La Casa de Papel”, da Netflix. Imagem: Netflix/Divulgação.

Para isso, o grupo precisaria de algumas implementações. Raquel e Mónica Gaztambide (Esther Acebo) integram a equipe; passam a se chamar Lisboa e Estocolmo, respectivamente. O “empieza el matriarcado” de Nairobi (Alba Flores) não obteve sucesso, dando lugar ao reinado de Palermo (Rodrigo de la Serna) — um embuste, convenhamos. Denver (Jaime Lorente) ser pai de um meninão dá o alívio que precisamos. Bogotá (Hovik Keuchkerian) entra em cena para dar continuidade ao papel de brutamonte interpretado por Oslo (Roberto García Ruiz), enquanto que Helsinki (Darko Peric) continua um ursinho carinhoso.

Exceto o fato de que “A Resistência” teria um obstáculo incomum intitulado Alicia Sierra (Najwa Nimri), tudo ocorreria conforme os ofícios. Os cabelos ruivos de Alicia materializam o fogo consumidor que ela deseja lançar sobre o bando, e nos entrega o final desta jornada à altura da interpretação de todo o elenco, que em nada deixaram a desejar.

Ainda com enredo previsível, a trama não deixa de envolver o público, principalmente quando acrescenta na história alguns flertes políticos, como diálogos sobre machismo e manifestações populares de apoio ao bando protagonista. Esse jogo de xadrez trouxe humanização aos personagens e forçou a produção a desenvolvê-los melhor, proposta que deu certo.

A terceira temporada de La Casa de Papel deixa os fãs órfãos por novos capítulos dessa história, bem como uma ponta solta ao vento. Seria Tatiana, a penúltima paixão de Berlín apresentada no decorrer dos episódios, a chave para a resolução de todo esse furdunço? Fica aí o questionamento para ser respondido na quarta temporada, que, apesar de não ter data de lançamento, já começou as gravações no início deste ano, segundo o portal de notícias G1.

Confira o trailer abaixo.

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