Documentário brasileiro discute a importância da consciência racial

“Negritudes Brasileiras” foi lançado na última segunda-feira, 12, e está disponível no YouTube.

Quem é negro no Brasil? Em um país que buscou embranquecer e apagar o negro de sua história através da miscigenação, essa é uma pergunta que precisa ser (e tem sido) cada vez mais discutida nos dias atuais. A ausência dessa consciência é um dos grandes responsáveis pelas questões internas que o indivíduo se depara ao longo da vida. Sua descoberta é a porta para o empoderamento.

Foi a partir dessa temática e questionamento que a youtuber Nátaly Neri, uma das maiores vozes negras no YouTube Brasil, idealizou seu documentário visual em conjunto com a produção do coletivo Gleba Do Pêssego. O longa leva o nome de “Negritudes Brasileiras” e nele Nátaly busca discutir a descoberta e aceitação da identidade negra em meio ao povo brasileiro.

A youtuber, que já aborda temáticas similares em seu canal Afros e Afins, uniu os principais questionamentos que recebeu ao longo de três anos de trabalho, e os expôs através de diferentes narrativas, além de contar com a participação das especialistas  Joice Berth (ativista, intelectual negra, arquiteta, urbanista e escritora), Giovana Xavier (ativista, professora de história na UFRJ, coordenadora do grupo Intelectuais Negras e colunista), Aline Ramos (ativista, comunicadora digital, intelectual e redatora do BuzzFeed) e Alê Santos (ativista, comunicador digital, escritor de scifi e fantasia afroamericana e colunista no Muito Interessante e na Vice) para discorrer sobre o assunto.

Ainda que brevemente, o filme discute colorismo e seu impacto em meio à sociedade negra. Para além disso, destrincha os efeitos da miscigenação na vida do negro brasileiro e o processo pelo qual a maioria deles — senão todos — percorrem em entenderem e orgulharem-se de sua identidade racial. Como Nátaly declarou, “consciência de quem somos e do que significa sermos quem somos em um país ainda muito racista e desigual é o que precisamos para construir boas referências, autoestima, políticas públicas e vivermos com equidade”. Confira o trailer abaixo.

Etiquetas